Roupa de praia molhada pode levar a vulvovaginites

Em Alagoas dá praia quase o ano todo. Mas o tempo esquenta mesmo a partir do dia 21 de dezembro, quando começa oficialmente o verão e aquele bom banho de mar se torna mais frequente. É nesse período que a atenção das mulheres deve ser redobrada.

A dica é da médica ginecologista do Hapvida Maceió, Cláudia Pinto. “Quanto mais tempo se ficar com a roupa de banho molhada, mais aumentam os riscos de contaminação por fungos e a mulherada pode adquirir as chamadas vulvovaginites”, explica a especialista.

As vulvovaginites são causadas por bactérias ou fungos, como a candidíase, que pode se proliferar por questões psicológicas e comportamentais como o estresse, a má alimentação e vida sedentária.

“Se a mulher já tiver vulnerável, o fato dela ficar muito tempo com uma roupa de praia molhada vai agravar a situação e podem surgir as vulvovaginites”, disse Cláudia Pinto.

A recomendação da médica é que ao ir à praia ou piscina para ficar muito tempo, a mulher leve uma outra peça seca para trocar, a fim de não passar tanto tempo com o biquíni ou maiô molhado.

Ela explica que nessa época do ano, a candidíase de repetição é uma das queixas mais comuns das mulheres no consultório.

CADEIRAS – Outro cuidado que se deve tomar é em relação a cadeiras de praia, que normalmente não são bem higienizadas. “Eu oriento levar sua própria cadeira ou mesmo forrar uma toalha antes de sentar na cadeira alugada”, disse a médica. É importante também saber do locatário da cadeira como foi feita a limpeza para se certificar que pode sentar sem medo.

TRATAMENTO – Em geral os sintomas da candidíase são coceira, corrimento de cor branca, ardência e inchaço ou vermelhidão na região íntima. Cláudia Pinto orienta que ao surgir esses sintomas se procure imediatamente o médico para que seja aplicada a melhor forma de tratamento, que varia de acordo com a causa e o perfil da paciente.

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