Peru e o Lago Titicaca, o maior lago da América Latina

O Peru é um lugar maravilhoso para visitar e é conhecido principalmente pelo Machu Picchu, a cidade sagrada Inca que é uma das 7 maravilhas do mundo. Mas as atrações do Peru, com sua rica cultura e paisagens de tirar o fôlego, vão além do Machu Picchu. Então antes de ir é bom montar um roteiro de lugares que você quer conhecer, como são muitas opções é preciso ver a logística para aproveitar o máximo a estadia por lá.

Meu roteiro foi de 11 dias, vou contar da minha experiência por partes. 🙂 E para começar do começo, vamos falar da beleza do Lago Titicaca.

Como foi minha viagem?

Dia 01 – Avião Brasil – Lima – Cusco + Ônibus para Puno (😓Ufa!)
Dia 02 – Lago Titicaca (ilha de Uros e Taquile)
Dia 03 – Puno – Cusco pela Rota do Sol
Dia 04 – Valle Sagrado – parte 01
Dia 05 – Conhecendo Cusco


Dia 06 – Valle Sagrado – parte 02
Dia 07 – Trem para Águas Calientes
Dia 08 – Machu Picchu💚, a estrela da viagem
Dia 09 – Último dia em Cusco
Dia 10 – Lima
Dia 11 – Lima
Dia 12 – Volta para o Brasil

Lago Titicaca, o grande lago dos Andes

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O lago Titicaca é o maior lago da América Latina e fica localizado entre o Peru e a Bolívia. Ele fica localizado a 3.812 metros acima do nível do mar e, segundo as lendas andinas, é o berço dos incas. Além de muita beleza, o passeio é cheio de muita cultura, uma característica marcante do Peru.
Como fica localizado numa região de altitude (afinal, 3.800 metros não são pouca coisa), é preciso tomar cuidado com o soroche, ou mal de altitude. Para previnir o soroche, é necessário aclimatar seu corpo à altitude, evitando fazer muito esforço nas primeiras horas. O chá de coca também ajuda muito, podendo até mascar diretamente a folha de coca (confesso que preferi ficar só no chá mesmo).

Para visitar o lago Titicaca é preciso chegar na cidade de Puno pelo lado Peruano ou Copacabana pelo lado Boliviano. Puno não é uma cidade muito bonita, com suas casas inteiramente feitas de tijolo aparente, todos falam que Copacabana é muito mais bonita e agradável de se hospedar. Porém, os passeios para conhecer as ilhas flutuantes de Uros e a ilha Taquile só saem do lado Peruano. Como já estava no Peru, resolvi deixar para conhecer Copacabana em uma próxima viagem. Os barcos saem bem cedinho do porto de Puno e os passeios duram normalmente o dia inteiro. É possível contratar uma empresa diretamente lá no porto, mas nos hotéis e na rodoviária também existem várias agências oferecendo o serviço.

Depois de 30 minutos navegando pelo lago, nossa primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros. São ilhas artificiais feitas de totora, uma espécie de junco que cresce na região. Bom, não só a ilha, mas tudo que existe nela é feita deste material: Casas, bancos e até barcos.

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Explicação sobre a construção das ilhas

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O guia conta a história das famílias que vivem nas ilhas e os habitantes compartilham como elas são construídas e como é seu dia a dia. Eles também oferecem um passeio nos barcos feitos de junco ao redor da ilha, custa 10 soles, mas não é obrigatório.

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Em seguida o barco segue para ilha de Taquile, onde enfrentamos uma subiiida (a escadaria tem mais de 567 degraus!) para conhecer a praça central. Apesar de ser castigada pelo soroche, fui recompensada pelo visual lá de cima.

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Olha a subida
Olha a subida
Parada estratégica para recuperar o fôlego foto
Parada estratégica para recuperar o fôlego foto

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Sim, é um passeio super turistão, mas eu gostei bastante de conhecer mais sobre uma cultura tão diferente da nossa! Quem estiver passando por lá vale a pena parar para conhecer.

O que é preciso saber?

É possível chegar em Puno de ônibus, podendo sair de Cusco ou de Arequipa. São cerca de 7 horas de viagem e a empresa de ônibus mais recomendada é a Cruz del Sur. Também é possível com o Andean Explorer, trem de luxo da Peru Rail (Esse post do Colecionando Viagens fala um pouco sobre essa experiência).
Em Puno faz muito frio, principalmente a noite. Sofri com isso, pois cheguei de madrugada bem despreparada e quase congelei. Porém ao longo do dia o sol fica bem forte e a temperatura ameniza (mín. de -5ºC e máx. de 20ºC).
Para hospedagem, o ideal é ficar próximo a praça central (a Plaza de Armas). Ficamos hospedados no Kantati Hostel Puno. A rua Lima, que fica próxima à praça central, é onde tem a maior concentração de restaurantes, mas fora isso Puno não tem muita coisa para fazer. Alimentação mais tradicional em Puno é peixe ou sopa de quinoa com legumes. A comida apesar de simples é bem gostosa, com gosto de caseira. Tudo acompanhado de coca-cola chá de coca, salvador dos soroches.

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Sopa de quinoa com legumes

Lingua falada: Espanhol / Quéchua;
Transporte: Para se locomover, taxi é o mais comum. No Peru os taxis não tem taxímetro, então vale negociar bem com os motoristas antes de iniciar a corrida (O pessoal do Sundaycooks tem um guia ótimo).
Moeda utilizada: Novo sol (aproximadamente 1 Real).

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